Intercâmbio

24 de abril de 2017 | Publicado em Arquivo de Notícias, Notícias | Comentários desativados

Professora do curso de Direito da FESP finaliza doutorado na Universidade de Paris X – Nanterre

Prof.ª Andrea Abrahão Costa

A professora do curso de Direito da FESP Andrea Abrahão Costa embarcou no fim de março para Paris, onde finaliza sua tese de doutorado na Universidade de Paris X – Nanterre. Matriculada no curso de Doutorado em Direito Econômico e Social, prof.ª Andrea respondeu uma rápida entrevista para contar mais sobre sua tese, sobre a experiência na universidade francesa e sobre a importância da internacionalização.

1. Para contextualizar, a professora pode nos oferecer um resumo sobre o curso de doutorado no qual está inserida, sua linha de pesquisa e detalhes sobre o tema da sua tese?

Prof. Andrea: Estou matriculada no curso de Doutorado em Direito Econômico e Social da Escola de Direito da PUCPR. O Programa se estrutura em duas áreas de concentração – Direito Econômico e Desenvolvimento e Direito Socioambiental e Sustentabilidade . Minha pesquisa se insere na segunda área de concentração, linha de pesquisa Justiça, Democracia e Direitos Humanos.

A tese que desenvolvo tem como objeto o estudo das formas adequadas de solução de conflitos, especialmente, a mediação judicial, agora adotada de forma expressa pelo Novo Código de Processo Civil. Procuro investigar de que modo esta nova maneira de resolver litígios contribui para a democratização, ou não, do Judiciário brasileiro. Afirmo a importância e a utilidade da Teoria Política Contemporânea como ferramenta de análise das mudanças na arquitetura institucional do Judiciário, já que ela privilegia a alteração das mediações entre Estado e Sociedade, e refuto uma tendência de consagrar-se uma democratização pela tão só previsão de uma nova forma de solução de controvérsias como política pública nacional.

2. Sobre a Universidade Paris X: Você pode explicar a importância desta universidade no contexto mundial?(2.1) Como se deu a escolha desta instituição para o intercâmbio?(2.2) E por último: como está se sentindo vivendo esta experiência?(2.3)

Prof. Andrea: 2.1 A Universidade Paris X/Nanterre
Situada a oeste de Paris, próxima ao Centro de Negócios de “La Défense”, é pluridisciplinar e acolhe a cada ano 30.000 estudantes. Voltada principalmente ao estudo das Letras, Ciências Humanas e Sociais, Ciências Jurídicas, Econômicas e de Gestão, Cultura e Artes, Ciências da Informação e Comunicação.

Prof. Andrea: 2.2 Escolha da Instituição
A Paris X tem um Centro de Pesquisa de excelência sobre a Teoria do Direito, fruto de uma unidade mista de pesquisa (UMR) que congrega, além de Nanterre, a “École Normale Supérieur” (ENS) e o “Centre Nacional de la Recherche Scientifique” (CNRS), com uma vasta produção na área da Teoria Política, o que é fundamental para o aprofundamento teórico da minha tese.

Prof. Andrea: 2.3 Como está se sentindo vivendo esta experiência?
A experiência é rica em todos os sentidos, acadêmico, cultural e desenvolvimento humano em geral. É a segunda vez que estou em Paris para estudos na área do Direito. A primeira foi ainda na graduação, quando estive para fazer cursos de francês e me matriculei como ouvinte em duas disciplinas na Universidade Paris II – Panthéon-Assas. Agora, com a concessão de uma bolsa de estudos da CAPES e foco no projeto específico da tese de doutorado o aproveitamento é bem maior. Estou pesquisando nas Universidades francesas mais reconhecidas mundialmente e que possuem convênios com as melhores do mundo na área do Direito, como a “Cornell Univsersity Law School”, “Columbia University”, Complutense de Madrid e “Universität zu Köln”. Isso é muito bom para a pesquisa do ponto de vista de acesso à bibliografia rara e revistas especializadas.

3. Considerando a vocação da FESP para a internacionalização, como acha que essa experiência – finalizar o doutorado na Paris X – irá impactar em sala de aula?

Prof. Andrea: Uma experiência com professores e pesquisadores estrangeiros, vivendo a cultura de outro país, traz impactos enormes e positivos ao trabalho de docência e pesquisa. As redes para contatos e formação de parcerias se ampliam para a realização e participação em congressos e seminários, assim como o aprendizado com dinâmicas novas no que toca ao ensino em sala de aula é único. De mais a mais, penso que a internacionalização é, de fato, um caminho sem volta e nossos alunos devem ser sempre incentivados nesse sentido. Nas universidades francesas já está ocorrendo formação jurídica de caráter trinacional em cinco anos!

 

 

Os comentários estão encerrados.